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bio

Geraldo Zamproni é nascido e criado no Paraná. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Londrina, é autodidata em arte, trabalhando exclusivamente com projetos artísticos há mais de duas décadas. 

O interesse pela qualidade plástica e estética de objetos industriais, como plástico, ferro, espuma, está presente desde seus primeiros trabalhos. Atualmente, também tem explorado conceitos e limites da área que estudou formalmente, a arquitetura. 

Tanto no uso dos materiais quanto do espaço, as obras de Geraldo visam alterar visualmente o espaço que as rodeiam, explorando a relação entre objeto, ambiente e observador. Esse emaranhamento produz um efeito de estranhamento e instabilidade, um diálogo com o espectador que se sustenta através das referências inscritas no trabalho: elementos do cotidiano deslocados de sua escala, seu uso e habitat. Deslocando esses elementos para um ambiente inédito, cria-se uma nova arquitetura, instigante e bastante particular. 

Em Estruturas Brincantes, por exemplo, seu trabalho de 2012/13, leves esculturas flutuam calmamente no lago do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, dançando em meio aos pesados pilares que seguram o museu  - e que também emprestam sua aparência às próprias esculturas. As obras são empurradas pelo vento e boiam na água, como se tivessem saído debaixo do próprio prédio para brincar em frente aos olhos do espectador.

Em um processo de criação que não é rígido, Geraldo trabalha a partir das exigências projeto. O que se mantém constante é a exploração artesanal de materiais industriais - que não são pensados para deleite do olhar. Aqui, eles fogem de seu processo de uso comum e são colocados à serviço de novas referências, exercendo agora um novo tipo de conversa com o ambiente.

Geraldo Zamproni was born and raised in Paraná. Graduated in Architecture and Urban Planning from the State University of Londrina, is a self-taught artist working exclusively with artistic projects for over two decades.

His interest in the plastic and aesthetic properties of industrial objects, such as plastic, iron and foam, has been present since the very beginning of his works. Currently, he has been exploring concepts and limits in the field in which he acquired his formal education, architecture.

Regardless of wether in the use of materials or in the use of space, Geraldo's works seek to visually alter the space that surrounds them, this way, the works explore the relations between object, environment and observer. This entanglement produces an effect of estrangement and instability, a conversation with the spectator that is sustained through the references that cut through the work: daily elements that are out of bound from their scales, from their regular use and habitat. Shifting these elements to an unexpected location, a new, intriguing and instigating architecture is created.

In Estruturas Brincantes, for example, work produced in 2012/13, light sculptures floated peacefully over the water mirror in Museum Oscar Niemeyer, in Curitiba. Dancing amongst the heavy pillars that hold up the museum – which also lend their shapes to the sculptures. The works were thrusted gently by the wind and floated over the water, as though they had floated from underneath the building itself to play in front of the eyes of the beholder.

In a loose process of creation, Geraldo works from what each project demands from him. What remains unaltered is the artisanal approach and exploration to the industrial materials – that are not thought for the delight of the seer. Here, they escape their normal use and are now put in service of fresh references, exerting a new manner of dialog with the surrounding.  

 
 

@estudio.cura | 2019